Covid-19: Visão econômica do Brasil e do Mundo

Além da dura realidade dos números da Covid-19, infelizmente, os impactos sobre a economia são generalizados e impressionantes. Enquanto os números da saúde no mundo passam dos 4,8 milhões de infectados, 320 mil mortes e 1,8 milhões de pessoas recuperadas, a atividade econômica registra indicadores equivalentes a períodos de guerra.
Nos EUA, por exemplo, somente em abril foram destruídos 20,5 milhões de postos de trabalho urbano; levando a taxa de desemprego de 4,4% para 14,7% em um mês. Ainda que os números da Covid-19 estejam em processo de estabilização, o país ainda é o caso mais grave da pandemia; seja em termos absolutos (maior número de infectados e mortos) ou relativos (maior número de infectados por cem mil habitantes, ao lado da Espanha). 

Os reflexos da pandemia no Brasil

O primeiro caso de Covid-19 no Brasil foi registrado no dia 26/02/2020; enquanto nos EUA isso ocorreu no dia 20/01/2020. É muito comum ouvirmos dizer que o Brasil está “atrás” da curva de contágio. Portanto, em uma comparação direta, podemos chegar ao pico do novo coronavírus nas próximas semanas.
Se considerarmos a taxa de crescimento de casos e mortes dos últimos 10 dias, o pico de contágio chegaria a cerca de 600 mil casos, 35 mil mortes e 210 mil recuperações. A partir deste patamar, a tendência passaria a ser de queda mais acentuada nas taxas de evolução dos casos e mortes, e aumento do número de recuperações.
Mesmo com o período mais agudo das medidas de restrição e isolamento social tendo começado apenas na segunda quinzena de março, os efeitos sobre a atividade econômica brasileira já bateram recordes históricos em alguns casos. A produção industrial do período em relação a fevereiro recuou 9,1%; terceira maior queda da série histórica (perdendo apenas a crise de 2008/2009 e a greve dos caminhoneiros ocorrida em 2018).
Levando-se em consideração a produção de veículos (importante componente da produção industrial nacional) a retração na produção de fevereiro para março foi de 7,0%. E os dados já publicados do mês de abril registraram uma queda de 99%; com apenas 1.847 veículos produzidos (contra 189.958 em março).
As vendas no comércio varejista (indicador antecedente para o consumo das famílias, que representa mais de 60% do PIB) recuou 13,7% no mês de março. Com isso, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-BR) registrou queda de 5,9% na atividade econômica em geral do período.
Consequentemente, o resultado do PIB do primeiro trimestre de 2020 (a ser divulgado no próximo dia 29/05) tende a interromper a série de 12 altas consecutivas (ainda que baixas). E os dados de abril juntamente à extensão das medidas de restrição e isolamento social para maio, antecipam uma queda sem precedente no PIB do 2º trimestre.

Esperança de recuperação

No meio deste emaranhado de notícias ruins, esta semana começou com grandes esperanças em relação a Covid-19 e, consequentemente, para a economia global. O laboratório norte-americano Moderna anunciou ter sido bem-sucedido em testes com 45 adultos saudáveis entre 18 e 55 anos. Uma substância nomeada como mRNA-1273 foi administrada nestas pessoas durante seis semanas.
Os resultados iniciais apontaram que a potencial vacina conseguiu produzir anticorpos semelhantes aos encontrados em pacientes curados do novo coronavírus. A expectativa do laboratório é que os testes finais já possam começar nos próximos meses.
Apesar dos efeitos econômicos extremos já serem uma realidade, parte deles inclusive permanentes, a vacina traz grandes esperanças de a recuperação das pessoas (em primeiro lugar) e, consequentemente, da economia, estarem próximos. 

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