Educação financeira infantil: por onde começar?

Em comemoração ao mês das crianças, vamos tratar de um assunto muito importante: a educação financeira infantil. O tema geral de educação financeira é essencial para todos que desejam lidar de forma saudável com o dinheiro e o quanto antes apresentá-lo à criança, melhor; afinal, a forma de gerenciar as finanças impacta toda uma vida em sociedade. 
De acordo com dados do Banco Central (BC), o Brasil já soma 4,6 milhões de endividados e, por meio da educação financeira, a chance de jovens e adultos fazerem cada vez menos parte deste percentual aumenta. 
Segundo um levantamento coordenado pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), iniciativas de educação financeira registraram um crescimento de 72% em cinco anos (2014-2019). Ao todo, foram identificados mais de 1.300 projetos sobre o tema, e quase metade deles em instituições de ensino.
Apesar desse ótimo posicionamento por parte de algumas escolas brasileiras, pais e responsáveis podem assumir essa tarefa de ensinar os primeiros princípios de vida financeira aos pequenos. Veja por onde começar:

Entre 2 e 3 anos de idade

Esse é um bom momento para apresentar as moedas e ensinar a criança a distingui-las. Fazer associações com as cores e tamanhos é uma ótima forma de ajudar na memorização. Além disso, já é possível iniciar as brincadeiras de alusão ao comércio/mercadinho. 

Entre 4 e 5 anos de idade

Nesse período, a atenção da criança já está mais aguçada. Ao ir ao mercado, já é possível incentivar a criança a observar as propagandas e identificar os preços mais baixos. Com o tempo, essa análise vai ficando cada vez mais automática. 

Entre 6 e 8 anos de idade

Nessa idade é comum o estabelecimento de mesada para a criança. Se você tem essa intenção, aproveite para ensiná-la a poupar dinheiro. Também já é interessante ensinar o conceito de cofrinho (físico ou virtual) e apresentar como funciona o app do banco. 

Entre 9 e 12 anos de idade

Nessa faixa etária, já é possível ensinar ao pré-adolescente as noções de preço e qualidade, por meio da comparação de produtos, leitura de rótulos, peso e outras variáveis.

Entre 13 e 15 anos de idade

Para este período já é bastante válido explorar as notícias sobre economia para despertar o interesse para temas como investimentos. Além disso, também é interessante estimular a organização orçamentária, uso de planilha de custos, despesas, etc.

A partir dos 16 anos de idade

Com essa faixa etária já é possível liberar o uso de cartões pré-pagos de celular ou cartões de banco com valor armazenado, mas é importante que os pais sempre conversem com os filhos sobre a necessidade de controle e respeito ao orçamento. Outros temas relevantes e ligados às finanças já podem ser introduzidos, como responsabilidade social, trabalho voluntário, doações e outros. 

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